Antes de tudo, embora me quisesses,
pensar primeiro, bem que deverias,
pois me traindo, embora supusesses
eu perdoar, eu não perdoaria.
Em busca de outro de mim te esqueces.
De já procuro me esquecer do dia
quando te fiz em malograda prece
um voto que na certa cumpririas.
Quem sabe?! Em dia como esse assim
gerasse em mim cruel desconfiança.
e no meu crânio, a galhofar de mim,
o riso negro duma leviana.
Gerson Campos / Recife, 1954
Nenhum comentário:
Postar um comentário