PRESENTE

À Rita de Cássia em seu aniversário.


Pudesse um dia ser um potentado,
um  mandarim do místico oriente,
palácio d’oiro, leito aveludado
seria o “sonho do bardo vidente”.

 O meu harém teria (louco fado!)
mil bailarinas de tranças pendentes
às costas nuas, em febril bailado,
no chão de opala, lindo reluzente...

 Aí, Ritinha, eu te ofereceria,
Todos desejos deste poemeto:
Palácios, jóias, toda pedraria...
  
Mas, ai, maninha! (sonho obsoleto!)
Dar-te-ei somente minha fantasia
                  das linhas tíbias deste meu soneto.


Gerson Campos 19/08/53

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