Eu sinto n’alma a dor que me fratura
Ao te fazer assim tão sofredora,
Se alevantar tremente de tortura,
e agigantar-se em forma assustadora.
Ma, se ora sou por ti tanta amargura,
(Matéria informe, desabonadora),
Eu te prometo, ó minha mãe doçura,
Ser diferente do que dantes fora.
É só o que posso prometer, querida;
É meu presente - sentimento puro,
que neste dia te ofereço: a vida.
E sei, verás adiante, no futuro,
Quando tiveres já encanecida,
O resultado do que ora juro.
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